Ricardo Marques

A conversão de Braide

Por: O comentário do dia de Ricardo Marques | Publicado: 12/07/2026 07:58 - 0 comentário


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POR RICARDO MARQUES 

Na política brasileira, as conversões costumam acontecer sem batismo. Bastam as pesquisas de opinião e as projeções de cenários futuros.

Eduardo Braide sempre cultivou uma imagem curiosa: a do candidato que não era de direita nem de esquerda. Aquele que nem cheirava nem fedia. Era apenas… Eduardo Braide. Uma espécie de político “light”, pronto para agradar a todos.

Mas a campanha começou a exigir identidade.

E eis que surge a chapa.

Lahésio Bonfim, principal referência do eleitorado conservador no Maranhão. André Fufuca — aquele que acende uma vela para Deus e outra para o diabo. Elaine, aquela que não tem vergonha de assumir-se bolsonarista.

De repente, a neutralidade braideana saiu de cena.

É curioso. Durante anos, muitos políticos aqui no Maranhão escondiam qualquer proximidade com Bolsonaro. Hoje, alguns afoitos parecem disputar quem chega mais perto do eleitor bolsonarista.

Não é exatamente uma mudança de convicções — a maioria dessa turma vai de uma extremidade à outra num piscar de olhos. É uma mudança de endereço eleitoral.

Na política, a ideologia às vezes funciona como GPS. Quando o mapa muda, recalcula-se a rota.

O mais interessante é que Braide sempre vendeu a imagem do gestor técnico, distante das guerras ideológicas. Agora percebeu que eleição para governador não é concurso para síndico. É disputa de identidade.

No fim das contas, talvez a maior novidade da chapa não sejam os nomes.

É a confissão silenciosa de que, para vencer a eleição, já não basta parecer eficiente. É preciso dizer a que tribo se pertence.

E essa talvez seja a maior mudança da política maranhense.

Veja o comentário em vídeo (aqui)



Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques

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