POR RICARDO MARQUES
Ao anunciar o presidente da Câmara de Caxias, Ricardo Rodrigues, como companheiro de chapa, Felipe Camarão fez uma opção que merece reflexão.
Ricardo é uma liderança em ascensão em sua cidade. Mas a pergunta que naturalmente surge é outra: essa escolha amplia o alcance eleitoral da candidatura ou revela dificuldades para atrair nomes de maior densidade política?
Em eleições majoritárias, o vice raramente decide uma disputa. Mas quase sempre revela o momento vivido pelo candidato.
Quando uma candidatura consegue reunir grandes lideranças estaduais, transmite força, capacidade de articulação e perspectiva de crescimento. Quando recorre a nomes de expressão mais localizada, a leitura inevitável é a de que encontra dificuldades para ampliar sua base de sustentação.
Isso não significa que Felipe Camarão esteja fora do jogo. A política já produziu muitas reviravoltas, e ainda há muito tempo de campanha pela frente.
Mas também é verdade que, até aqui, sua caminhada tem sido marcada por dificuldades para consolidar uma ampla frente política. E isso ajuda a explicar por que muitos analistas enxergam sua candidatura como a que enfrenta as maiores dificuldades entre as principais que disputam o Palácio dos Leões.
A política não é feita apenas de discursos. Ela também é feita de sinais.
E, muitas vezes, a escolha do vice fala mais alto do que o próprio candidato.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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