POR RICARDO MARQUES
Toda eleição tem uma disputa principal.
E tem uma disputa paralela.
No Maranhão, até as convenções, o cenário parecia desenhado: Orleans Brandão representando o grupo governista e Eduardo Braide liderando a principal frente de oposição, agora ao lado de Lahesio Bonfim.
Mas a entrada de Roberto Rocha muda o tabuleiro.
Não apenas porque surge mais um candidato.
Mas porque surge alguém disposto a disputar a liderança de um mesmo campo político.
Ao concentrar suas críticas em Braide, Lahesio e no Partido Novo, Roberto sinaliza que pretende disputar a confiança de uma parcela do eleitorado de centro-direita e de direita.
E isso pode abrir uma nova frente de batalha.
Antes de enfrentar o candidato do governo, parte da oposição passa a disputar entre si quem lidera esse eleitorado.
É cedo para prever os efeitos dessa movimentação.
Mas uma coisa parece evidente.
A campanha deixou de ser apenas uma disputa entre governo e oposição.
Agora, também será uma disputa pela liderança da própria oposição.
Porque, antes de vencer uma eleição… quase sempre é preciso vencer a disputa pelo próprio eleitor.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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