POR RICARDO MARQUES
A nota divulgada pela Associação dos Delegados de Polícia do Maranhão (Adepol-MA) acrescenta elementos importantes — e incômodos — ao debate sobre a investigação que tramita no STF sob relatoria do ministro Flávio Dino.
A entidade faz uma distinção fundamental: as delegadas citadas não participaram do inquérito que investigou o assassinato de João Bosco. Elas atuaram em outro procedimento, aberto por requisição do Ministério Público, para investigar possíveis crimes relacionados à liberação de recursos de contrato da Secretaria de Educação.
Há ainda um dado que merece atenção: segundo a Adepol, esse inquérito foi concluído e encaminhado às instituições competentes, e o próprio Ministério Público posteriormente manifestou-se pelo arquivamento por ausência de justa causa para prosseguir com a persecução penal.
A nota também aponta algo especialmente delicado: o despacho tornado público teria mencionado uma delegada diferente daquela que efetivamente presidiu o inquérito.
Nada disso encerra a investigação atualmente em curso, nem permite antecipar quem tem ou não razão. Mas muda a perspectiva sobre fatos que vêm sendo apresentados publicamente. Quando reputações e carreiras estão em jogo, acusações precisam ser confrontadas com documentos, registros e provas independentes.
É justamente aí que a manifestação da Adepol ganha peso: investigação séria não pode ser construída apenas sobre versões. Deve ser construída sobre provas.
Veja a nota da ADEPOL:
https://www.adepolma.com.br/index.php/noticias/344-nota-de-esclarecimento-2
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