POR RICARDO MARQUES
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado a empurrar uma enorme pedra montanha acima. Quando estava perto do topo, a pedra despencava — e tudo começava outra vez.
Às vezes, a política do Maranhão lembra o suplício de Sísifo.
Como expus ontem aqui, no meu Comentário do Dia, os indicadores sociais mostram avanços no enfrentamento à extrema pobreza. E o Maranhão Livre da Fome, à luz dos dados divulgados pela FGV, tornou-se uma das principais vitrines dessa política social.
O Maranhão poderia estar ainda melhor se deixassem o governador Carlos Brandão trabalhar.
Mas os remanescentes do dinismo parecem mais preocupados com a própria sobrevivência política. Diante da possibilidade real de sucumbirem e desaparecerem como força política no Maranhão, seus integrantes transformaram Brandão no adversário a ser combatido.
E aí surge o paradoxo: quanto melhor o governo vai, pior para quem aposta no fracasso dele.
É como se, a cada vez que Brandão empurrasse a pedra um pouco mais para cima, aparecesse alguém tentando fazê-la rolar montanha abaixo.
Só esqueceram uma coisa: na mitologia, Sísifo estava condenado pelos deuses.
Na democracia, quem decide o destino dos homens é o povo.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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