POR RICARDO MARQUES
O escândalo do Banco Master está começando a parecer um jogo de pôquer.
E Daniel Vorcaro avisa que tem cartas na manga.
Segundo a revista Veja, o banqueiro teria mandado um recado ao Supremo: se o pai não conseguir deixar a prisão para tratar problemas de saúde, ele poderá revelar fatos envolvendo gente poderosa.
E mais: teria fotos, recibos e documentos.
Calma!
Até agora, isso é o que dizem Vorcaro e um interlocutor de sua defesa. Não significa que as acusações sejam verdadeiras.
Mas aí está o problema.
Se for blefe, é gravíssimo que um investigado tente pressionar instituições insinuando possuir segredos de autoridades.
Agora, se não for blefe...
Aí, meus amigos, o baralho muda completamente.
Porque a pergunta deixa de ser o que Vorcaro sabe.
E passa a ser: o que fizeram aqueles sobre os quais ele diz saber?
É curioso.
Durante anos, Brasília cultivou uma extraordinária habilidade para conviver com relações nebulosas, portas abertas e intimidades inconvenientes.
Até que aparece alguém dizendo ter guardado os recibos.
Literalmente.
A República virou uma mesa de pôquer em que ninguém parece interessado em pedir para o sujeito mostrar as cartas.
Pois eu pediria: Mostre!
Se há documentos, que apareçam.
Se há crimes, que sejam investigados.
Se há mentira, que o mentiroso responda por ela.
Porque o problema de uma bomba não é a ameaça de explodir.
É descobrir quem ajudou a colocar a pólvora lá dentro.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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