Coincidência existe. Mas quatro coincidências em 48 horas começam a chamar atenção.
Mal terminou o primeiro turno, e o Supremo emitiu sinais que, até poucos dias atrás, pareciam improváveis.
Alexandre de Moraes mandou Débora do Batom para o semiaberto. Encaminhou à PGR o pedido para Flávio Bolsonaro visitar o pai. Arquivou a investigação contra Marcos do Val, Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo Raposo.
E Gilmar Mendes arquivou a investigação contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio.
Cada decisão tem seu fundamento jurídico.
E seria irresponsável afirmar que houve combinação.
Mas, em Brasília, o tempo também fala.
Depois das urnas, mudou a correlação de forças no Congresso — e, curiosamente, mudou também o tom vindo do Supremo.
Talvez seja apenas coincidência.
Ou talvez, depois de tanto tempo em que a política ouviu o Supremo,
o Supremo tenha começado a ouvir as urnas.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
Deixe seu comentário aqui
Comentários
Nenhum comentário foi encontrado, seja o primeiro a comentar!