POR RICARDO MARQUES
No Maranhão, a suspeita ganha palanque. A explicação precisa disputar espaço.
A CPI que investigava suspeitas envolvendo o vice-governador Felipe Camarão foi arquivada. Acabou o prazo, sem prorrogação e sem relatório final.
O calendário chegou ao fim. As respostas, não.
A origem da apuração é séria: relatórios do Coaf que, segundo o procurador-geral de Justiça, motivaram a investigação do Ministério Público.
Camarão nega irregularidades e contesta a interpretação dos dados.
E atenção: movimentação atípica não é sinônimo de dinheiro desviado. Suspeita não é sentença.
Também houve decisões judiciais suspendendo o procedimento e restringindo o uso de documentos pela CPI. Isso precisa entrar na história.
Mas permanece a pergunta ao Ministério Público e ao Gaeco: qual é a situação atual da investigação? Continua suspensa? Houve conclusão? O que pode ser informado à sociedade?
À Assembleia, outra pergunta: por que a comissão terminou sem apresentar um relatório?
É preciso esclarecer tanto para responsabilizar quem eventualmente cometeu um ilícito quanto para não deixar ninguém condenado eternamente pela suspeita.
A suspeita não pode valer como condenação. E o arquivamento de uma CPI sem relatório não pode substituir uma explicação.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O Comentário do Dia, com Ricardo Marques
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