Ricardo Marques

A lição das urnas

Por: Ricardo Marques | Publicado: 07/10/2014 08:35 - Atualizado em 07/10/2014 00:00 - 0 comentário


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A grande lição das eleições deste domingo, no Maranhão, deveria ser absorvida pela classe política. O eleitor maranhense deu um sinal inequívoco de que não tolera mais candidatos fichas sujas, mentirosos, velhacos, canalhas... Aqueles que se aventuraram pela baixaria deram com os burros n’água.


Velhas e manjadas artimanhas eleitoreiras não cabem mais no mundo contemporâneo. Espalhar mentiras utilizando-se de panfletos apócrifos não encontra mais ressonância. Hoje o eleitor dispõe de várias meios para se informar. As redes sociais se expandiram e foram utilizadas na propagação de ideias e desconstrução de mentiras como nunca antes.

 

Até pouco tempo atrás, a informação era monopólio da oligarquia. Não se chegava aos olhos e ouvidos do eleitor maranhense senão por meio dos veículos de comunicação da família Sarney e/ou de seus aliados.

 

Por um longo tempo, a verdade era aquilo que a oligarquia disseminava. Não havia outro meio para contrapor-se. A única “verdade” existente era aquela que se coadunava com os interesses do grupo Sarney.

 

Mesmo nestas eleições de 2014 a oligarquia tentou castrar vozes que não se enquadravam aos seus interesses. Exemplo disso foi o que aconteceu com o sinal da TV Difusora/Caxias – tomado arbitrária e unilateralmente, porque Humberto Coutinho assumira o compromisso de apoiar Flávio Dino.

 

O Sistema Difusora não levou em consideração o fato de a Difusora/Caxias fazer um trabalho de indiscutível qualidade jornalística. Preferiu entregar o sinal da repetidora – que, aliás, era líder absoluta de audiência em Caxias - a aliados locais da oligarquia conhecidos por seus crimes, calotes e canalhices.

 

Pensaram que podiam nos silenciar. A oligarquia não compreendeu que o mundo mudou e que não há mais como controlar a informação.

 

O resultado das eleições 2014 consolida Humberto Coutinho como uma das principais lideranças do Maranhão. HC foi fundamental na articulação para as eleições de Flávio Dino, governador, Roberto Rocha, senador, e de três deputados federais (Rubens Jr./PCdoB, Eliziane Gama/PPS e Zé Reinaldo/PSB). Fez tudo isso sem agredir, sem mentir e, principalmente, respeitando as pessoas, as leis e as instituições. Que sirva de exemplo!



Fonte: Ricardo Marques

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