Dois ou três dedos, imagino, já seriam suficientes para eu ficar doidão. Isto porque costumo me embriagar fácil. Com duas ou três latinhas de cerveja já fico animado. Falo desse chá de sabores distintos e efeitos idênticos que tanto lulistas como bolsonaristas parecem tomar em demasia. Um chá alucinógeno, diga-se de passagem, que castra a razão, anula o bom senso e, da noite para o dia, transforma pessoas civilizadas em intolerantes insanos.
A dicotomia entre bolsonaristas e lulistas é viral nas redes sociais. Não há debate, apenas agressões mútuas – muitas das vezes descambando para palavras de baixo calão, inclusive.
A legião que defende a liberdade e consequente candidatura do petista, sob argumentos meramente emocionais, é do mesmo porte daquela que não quer compreender o vazio de ideias do candidato e se regozija dos absurdos sem nexo algum proferidos pelo “mito” todas as vezes que ele é chamado a opinar sobre qualquer tema minimamente relevante.
Esquerda
O País assiste parte significativa da esquerda deixar-se usar num projeto de interesse evidentemente pessoal, sob risco, inclusive, de sacrificar carreiras políticas promissoras, sobretudo nesse ambiente de frustração e falta de lideranças que vive o Brasil.
Fenômeno
Do lado oposto, os que se decepcionaram com o socialismo de compadrio se deixam levar pela onda de devaneios que se espraia em fenômeno parecido com aquele que pariu Collor de Melo e sua turma da Dinda.
Vexatórias
Então, só acreditando que essa rapaziada dos extremos esteja mesmo sob efeitos de um forte chá alucinógeno qualquer que os induz a deixarem submeter-se ao ridículo de situações que em tempos de normalidade e lucidez seriam compreendidas como vexatórias.
Fonte: Ricardo Marques
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Comentários
Ricardo
13/08/2018 22:04
Pelo menos houve uma mudança: “mavs” já não são mais um monopólio petista. Em si tratando de Brasil, já considero um avanço! Abraço, xará!