Ricardo Marques

Fusão de PCdoB e PPL é inevitável e será realizada neste final de semana, mas nem tudo são flores

Por: Ricardo Marques | Publicado: 30/11/2018 13:59 - Atualizado em 31/12/1969 21:00 - 0 comentário


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Não tem jeito, para continuar tendo acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Pátria Livre (PPL) terão mesmo de recorrer à fusão. Está tudo acertado entre as cúpulas das duas agremiações. PCdoB e PPL farão encontro conjunto neste sábado (01) e domingo (02), em São Paulo, quando o segundo será incorporado ao primeiro. É o caminho possível para ambos, que nas últimas eleições não conseguiram superar a chamada cláusula de barreira. 

A maioria dos comunistas e dos nacional-desenvolvimentistas se mostra animada com a fusão. Os dois partidos têm muito em comum, sobretudo na ideologia e porque atuam praticamente no mesmo espectro ideológico (Centro-esquerda e Esquerda). Criado em 1958, o PCdoB é baseado ideologicamente nos princípios do marxismo. Já o PPL foi fundado em 2009, mas somente obteve registro na Justiça Eleitoral em 2011, porém o partido é oriundo do lendário Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), uma organização revolucionária, de esquerda radical e guerrilheira, surgida em 1969. Ambos têm ainda em comum o fato de serem bastante presentes nos movimentos sindical e estudantil.

Mas nem tudo são flores, há muita insatisfação pelo caminho. Os três vereadores do PPL com assento na Câmara Municipal de Fortaleza (CE), por exemplo, afirmaram à imprensa alencarina que não ficarão na legenda – pela legislação eleitoral, a fusão entre partidos abre uma janela que permite a saída, sem risco de perder o mandato, e os edis dizem que vão aproveitá-la e migrar para outra sigla.

Aqui no Maranhão, estado onde o PCdoB tem a maior visibilidade nacional, por conta do governador Flávio Dino – considerado a estrela mais reluzente do partido e voz influente entre as demais legendas do chamado campo democrático da esquerda –, não se ouviu, pelo menos até agora, muxoxos pela fusão com o PPL. Aliás, muito pelo contrário, os comunistas maranhenses demonstram empatia pela ideia.



Fonte: Ricardo Marques

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