POR RICARDO MARQUES
A edição do Estadão desta quinta-feira (15) registrou um gesto que vai além da cortesia política. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, visitou a deputada federal Roseana Sarney, em tratamento contra um câncer de mama. Oficialmente, foi uma visita de solidariedade. Politicamente, foi um sinal.
Nos bastidores, a leitura é clara: Roseana segue no radar para a disputa de uma vaga ao Senado. Pesquisas realizadas no fim do ano passado mostraram seu nome bem avaliado, com recall e densidade eleitoral. A presença de Baleia Rossi reforça que o MDB nacional não perdeu essa carta do baralho.
Nesse contexto, ganha força a articulação de uma chapa majoritária com Orleans Brandão para o governo, e Roseana Sarney com Weverton Rocha para o Senado — uma composição que, segundo avaliações de um figurão de Brasília, agradaria e teria a anuência do presidente Lula da Silva.
Há, porém, um fator decisivo: saúde. Caso Roseana não reúna plenas condições físicas para enfrentar a campanha, outro nome entraria no jogo. Conforme me adiantou o figurão de Brasília, Fernando Sarney surgeria como plano alternativo para o Senado, preservando peso político e interlocução nacional.
Ocorre que Fernando, a despeito de ser um cara carismático, bem relacionado com as classes política e empresarial, bem como com a imprensa e o setor desportivo do Estado, não é afeito a holofotes e nunca manifestou o menor interesse em enveredar pela seara político-eleitoral.
Mas e se o pai pedir? — sugestionou o figurão. Bem, neste caso, não haveria apelação. Sarney tem 95 anos, e fechar seu ciclo deixando um herdeiro político no centro do poder seria coroar uma das biografias mais relevantes da história recente do país. Que filho negaria isto a um pai?
A política observa. O tempo responde.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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