POR RICARDO MARQUES
Passou 2025 — já estamos em fevereiro de 2026. O passe livre estudantil em São Luís foi aprovado em 2024. Plebiscito para passe livre era só firula. Passe livre não depende de consulta popular — depende de vontade política. E essa, o prefeito Eduardo Braide nunca demonstrou.
Quase 90% dos ludovicenses disseram “sim” ao passe livre. Bonito. Simbólico. E absolutamente inútil. A promessa segue mofando numa gaveta, enquanto o prefeito finge que não ouviu o recado das urnas.
E não é falta de dinheiro. O próprio SET - o Sindicato das Empresas de Transporte — fala em 90 mil estudantes usando ônibus todos os dias. O custo seria algo em torno de 6 milhões de reais por mês. É caro? Talvez. É possível? Sem dúvida.
Mas Braide prefere a velha arte de não fazer nada. Depois vem a desculpa de sempre: “não existe lei”. Uma lei que só ele pode enviar à Câmara de Vereadores e nunca enviou. Burocracia usada como esconderijo.
E por que esse assunto volta agora ao centro do debate? Porque São Luís está novamente sem ônibus. A greve segue sem solução. No TRT, a própria Justiça do Trabalho falou em intransigência da Prefeitura. O Ministério Público propôs um TAC — um Termo de Ajustamento de Conduta — alertando para falhas graves na gestão do transporte e descumprimento de contrato pelo Município.
Resumo da ópera? Não é técnica. Não é orçamento. Não é dúvida jurídica.É falta de responsabilidade. Braide não perde por incapacidade — perde por opção. E quem paga essa conta são os estudantes, os trabalhadores… todo santo dia.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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