POR RICARDO MARQUES
O tempo é o único patrimônio que todos recebemos em partes iguais — e que todos perdemos de forma desigual. Ele age em silêncio. Não pede licença. Vai moldando as coisas, marcando os rostos, testando relações e revelando, cedo ou tarde, o que é sólido e o que era apenas aparência.
O tempo não destrói tudo. Ele seleciona. O que é raso se dissolve. O que é verdadeiro permanece. Pessoas passam, certezas mudam, planos envelhecem. E, enquanto corremos atrás do amanhã, o agora vai escapando pelos dedos.
Desperdiçar tempo não é apenas adiar sonhos. É viver no automático. É trocar presença por pressa, diálogo por distração, sentido por rotina. O tempo perdido quase sempre não é com o trabalho, mas com aquilo que não nos acrescenta: ressentimentos, vaidades, medos que nunca se confirmam.
Viver a intensidade de cada momento não exige grandes gestos, mas consciência. Estar inteiro onde se está. Valorizar quem caminha ao nosso lado. Fazer o que precisa ser feito, mas sem esquecer por que fazemos. Porque, no fim, o tempo não cobra quanto tivemos, mas como usamos.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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