POR RICARDO MARQUES
Wladimir Putim disse que precisaria de apenas alguns dias para tomar a Ucrânia. Quatro anos depois — desde 24 de fevereiro de 2022 — a guerra continua, sangrando a Europa e desmoralizando a arrogância imperial da Rússia. A promessa de blitz virou atoleiro histórico.
Há uma lição que tiranos insistem em ignorar: povos não são territórios; são memórias. E a memória ucraniana é feita de cinzas e renascimentos. A capital, Kiev, já foi destruída duas vezes — primeiro por Gengis Khan, depois por Adolf Hitler — e ainda assim se levantou. A Ucrânia também sobreviveu ao Holodomor, a fome planejada que matou milhões sob o regime comunista de Josef Stalin, tragédia comparável em crueldade ao Holocausto nazista.
Quem olha para esse passado entende o presente: não se invade apenas um país; invade-se uma identidade moldada na dor. E identidades feridas costumam reagir com uma força que mapas militares não calculam.
Quatro anos depois, a guerra prova que tanques podem atravessar fronteiras, mas não conquistam almas. A Ucrânia resiste porque aprendeu, na própria história, a arte de morrer e renascer — como fênix.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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