POR RICARDO MARQUES
No Maranhão, basta um sussurro em Brasília para nascer um velório político antecipado. Agora inventaram a tal “inviabilidade” do apoio do PT a Orleans Brandão — como se a eleição fosse novela das seis, em que o destino já vem escrito no último capítulo.
Vamos combinar: no PT, quem decide não é a ansiedade dos analistas nem a pressa das colunas políticas. Quem decide é Lula. E Lula, meus caros, não costuma jogar fora aliados úteis quando está prestes a enfrentar uma reeleição que promete ser uma travessia turbulenta.
Sim, há conversas, impasses, sugestões de “terceira via” e reuniões cheias de diplomacia tensa — nada além do roteiro normal da política real, em que ninguém diz tudo e todo mundo negocia até o último minuto.
E por que Lula compraria briga com o Palácio dos Leões? Carlos Brandão tem sido um aliado consistente, mantém avaliação positiva e governa com indicadores que alimentam o discurso de continuidade. Política é aritmética de poder, não exercício de ressentimento.
Enquanto isso, Orleans segue consolidado na pré-campanha, ocupando espaço, marcando território e mostrando que candidatura não se abandona porque alguém cochichou num corredor de Brasília que uma aliança seria “impossível”.
A verdade é que a política brasileira tem vocação para o melodrama: adora inventar tragédias antes da hora. Sem decisão de Lula, não há sentença — apenas fofoca com pretensão de profecia. E, se quem decide é Lula, essa suposta agonia mais parece um teatro nervoso encenado por quem confunde ansiedade com realidade.
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Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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