POR RICARDO MARQUES
Saiu a PNAD 2025. No tocante à renda per capita, o resultado para o Maranhão não poderia ter sido pior. Um número deveria nos fazer refletir: a renda média do brasileiro chegou a R$ 2.316 por pessoa. No Maranhão, R$ 1.219 — a menor do país.
Menos da metade da média nacional.
Esse dado não é opinião, não é narrativa, não é discurso político. É estatística oficial do IBGE.
E ele revela algo incômodo: apesar de avanços pontuais no emprego e em alguns indicadores sociais, o Maranhão continua preso à base da pirâmide econômica brasileira.
O problema, portanto, não é apenas conjuntural. É estrutural. É histórico.
Porque o Maranhão já viveu momentos de prosperidade. No passado, o algodão exportado pelo estado abastecia a indústria inglesa e transformava São Luís em um centro comercial e cultural respeitado — a famosa Atenas Brasileira.
Mas os ciclos econômicos mudaram, oportunidades foram perdidas e o estado entrou numa longa travessia de estagnação.
Hoje, o Maranhão abriga um dos portos mais estratégicos do país e participa de cadeias globais que movimentam bilhões em exportações. Ainda assim, grande parte dessa riqueza apenas passa por aqui — chega de trem, embarca no navio e segue para o mundo.
O resultado aparece nos números: há mais gente trabalhando — isto é fato —, mas com baixa produtividade e renda pequena.
O desafio do Maranhão, portanto, não é apenas crescer. É transformar trabalho e riqueza em desenvolvimento real.
Essa é a conta que a história nos apresenta.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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