POR RICARDO MARQUES
Há algo de quase cômico — se não fosse tão cínico — na pressão que os chamados dinistas fazem sobre o governador Carlos Brandão. Querem que ele renuncie ao cargo. Querem que entregue o governo. Querem que abandone o próprio projeto político. E tudo isso em nome de quê? De “garantias”.
Garantias? Quais?
O curioso é que, depois de romper pontes, minar a confiança e transformar aliados em adversários, os dinistas agora descobrem subitamente o valor do diálogo. Mas como já não há confiança na relação com os brandonistas, resolveram importar um fiador político: Zé Dirceu.
Sim, querem trazer um avalista de fora para tentar vender uma “reunificação” que, na prática, só interessa a um lado.
Porque, sejamos francos: o que estão pedindo é simples — Brandão renuncia, abre o caminho e entrega o governo. E o que oferecem em troca? Absolutamente nada de concreto. Nenhuma garantia real, nenhum pacto sólido, nenhum compromisso verificável.
É uma negociação curiosa: um lado entrega o poder, o outro promete… boas intenções.
Na política maranhense virou moda essa espécie de chantagem travestida de acordo republicano. Um grupo que saiu do governo agora volta batendo à porta — mas não para reconstruir pontes. Volta para exigir as chaves da casa.
Mas democracia não funciona assim.
Quem quiser governar precisa disputar voto — não terceirizar pressão política, nem apresentar fiador de conveniência.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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