POR RICARDO MARQUES
Quando a política sai das urnas e vai parar nos tribunais, o nome disso é outro: tapetão.
No Maranhão, a disputa ganhou esse caminho. A Procuradoria-Geral do Estado foi ao Supremo para afirmar que o governo cumpriu as decisões judiciais e que não há base para afastar o governador Carlos Brandão.
De um lado, acusações graves.
Do outro, a defesa dizendo: tudo foi feito dentro da lei.
Mas o ponto central não está só nos autos — está no método.
Porque quando a política passa a ser resolvida no Supremo Tribunal Federal, algo se distorce. O debate sai da praça pública e entra no gabinete.
E aí surge a pergunta incômoda:
Estamos diante de justiça…
ou de estratégia?
A própria defesa fala em tentativa de ampliar o processo com novos fatos — como quem muda as regras no meio do jogo.
E isso é perigoso.
Porque democracia se faz no voto, no debate, na divergência aberta.
Não na canetada.
Juiz não substitui eleitor.
E tribunal não é palanque.
O Supremo vai decidir o caso.
Mas a história — essa — costuma ser mais dura com quem tenta vencer no tapetão.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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