POR RICARDO MARQUES
O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão teve um personagem que talvez tenha sido mais comentado do que muitos dos que estavam no palco: Eduardo Braide,
justamente porque não estava lá.
Braide decidiu não participar do debate da Band.
Pode ter sido estratégia.
Talvez tenha calculado que, na posição eleitoral que ocupa, tinha mais a perder do que a ganhar naquele confronto.
Mas há um contraponto:
Orleans Brandão também aparece muito bem nas pesquisas e escolheu participar.
Não fugiu do debate.
São estratégias diferentes.
Braide preferiu evitar uma exposição em que provavelmente seria alvo dos adversários.
Orleans decidiu enfrentar o debate e os riscos que ele naturalmente oferece.
Não significa que um esteja certo e o outro errado.
O julgamento pertence ao eleitor.
Mas toda escolha política tem um preço.
Debate não serve apenas para candidato atacar candidato.
É um dos poucos momentos da campanha em que o eleitor pode comparar propostas, argumentos, temperamento e capacidade de reação de quem pretende governar o Estado.
Ao não comparecer, Braide evitou os ataques que certamente receberia.
Mas também abriu mão de responder aos adversários e de apresentar suas ideias diante deles.
E deixou uma cadeira vazia que, inevitavelmente, virou notícia.
Talvez a estratégia funcione eleitoralmente. Talvez não.
Mas quem pretende governar o Maranhão poderá escolher alguns debates dos quais participar.
Não poderá, porém, escolher os problemas que encontrará pela frente.
Na política, às vezes, a ausência protege. Outras vezes, fala mais alto do que a presença.
Veja o comentário em vídeo (aqui)
Fonte: O comentário do dia de Ricardo Marques
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